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LABORATÓRIO

A aplicação Vive+aQui é uma ferramenta gratuita que pretende ajudar as pessoas em risco ou em situação de violência doméstica.

Disponibiliza informação sobre questões relacionadas com violência doméstica, clarificando o conceito, o ciclo da violência e os direitos das vítimas desta problemática, com o objetivo de esclarecer e informar sobre o que fazer e onde se dirigir em caso de situações de violência.

A aplicação não substitui os serviços de emergência e de apoio a vítimas de violência doméstica, é um instrumento complementar, informativo, que pode ajudar a monitorar situações de conflito e disponibiliza ferramentas que permitem o acesso direto aos serviços de emergência.

  • Informa sobre direitos e procedimentos legais.
  • Dá acesso a requerimentos e guias.
  • Disponibiliza contactos para encontrar ajuda profissional.
  • Permite criar contactos próprios de emergência para pedir ajuda de forma discreta e registar de forma protegida episódios de violência doméstica, gravando áudio e imagens.
  • Todos os registos de ocorrências criados na aplicação VIVE + AQUI encontram-se bloqueados através do PIN que definir.

Esta aplicação é desenvolvida pelo Movimento Democrático de Mulheres. O MDM não é uma organização que presta apoio diretamente a vítimas de violência doméstica, no entanto é uma das mais antigas organizações que luta pelos direitos das mulheres e é nesta qualidade que desenvolve este recurso, através do projeto MulherQvive+aQui cofinanciado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego.

Para feedback sobre este recurso por favor contactar geral@mdm.org.pt

Em Portugal a  violência doméstica  continua a flagelar a vida das mulheres que são a esmagadora das vítimas e os homens são a esmagadora maioria dos agressores. É no contexto de intimidade que ocorre a maioria dos casos.  Após ter assumido a natureza de crime público há 20 anos, mantemo-nos perante o gravíssimo problema que afecta mulheres de todas as idades e muitas crianças. Cresce o sentimento de que a lei falha em proteger as mulheres. Os recursos afectos ao apoio são diminutos e a crise económica associada à destruição das funções sociais do Estado são entraves reais à possibilidade de construção de planos de saída das situações de violência.  O impacto na vida das mulheres é terrível e reflecte-se no seu quotidiano, saúde, habitação, trabalho, escola e nas relações de sociabilidade. Os traumas psicológicos e físicos têm repercussões a curto e a longo prazo.

violência no namoro suscita as maiores inquietações. Entre os mais jovens persistem mitos e estereótipos, desculpabilização de alguns actos abusivos, minimização da acção do agressor e culpabilização da vítima. Destaca-se a legitimação do ciúme, do sentimento de posse e desvalorização de múltiplas formas de violência incluindo a sexual.  Em Portugal a legislação prevê a prevenção, a protecção e a reparação das vítimas de violência doméstica, bem como a penalização dos agressores. Mas importa que a legislação seja aplicada em todos os domínios, passando-a à prática com políticas públicas que garantam a prevenção e avaliem correctamente as situações de risco, com reforço dos investimentos em meios financeiros, humanos e técnicos nos diversos serviços públicos para intervir nestes domínios e em todo o território nacional, assegurando uma avaliação personalizada e celeridade em todos os processos. É fundamental apostar numa formação adequada, que assegure o apoio, a segurança e a confiança de que as mulheres tanto necessitam.

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