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Tocha da Liberdade recebida em Lisboa

O MDM associou-se à iniciativa da  URAP – União de Resistentes Antifascista Portugueses, que em Portugal assumiu a responsabilidade de conduzir as comemorações dos 70 anos da vitória sobre o nazi-fascismo que a FIR – Federação Internacional de Resistentes – está a levar a  cabo em vários países da Europa. Em Lisboa, realizou-se no dia 12 de Fevereiro, um desfile na Avenida da Liberdade, que culminou na Praça do Rossio, com intervenção de Marília Vilaverde Cabral, da URAP, onde referiu que a viagem da Tocha pelos diversos países da Europa e Israel é “um contributo para que não se esqueça o período mais negro da história da humanidade: os mais de 50 milhões de mortos, todo o sofrimento e horror por que passaram todos aqueles homens, mulheres e crianças nos campos de concentração nazis”. Referiu ainda que “comemorar a vitória sobre o fascismo, é também homenagear a resistência heróica dos que se bateram desde os primeiros dias da ocupação nazi até à expulsão e derrota dos invasores, como o povo francês, com os seus maquis, os seus partisans, o povo jugoslavo que chegou a organizar um exército de civis com mais de 300 mil homens, o mártir povo soviético que resistiu heroicamente até à vitória”. Após ter sublinhado que em Portugal a neutralidade não foi verdadeira, a coordenadora da URAP falou do papel de Salazar na ajuda à Espanha de Franco e à Alemanha, enquanto o povo português sofria o racionamento e a fome. “Salazar não queria salvar o povo e o país da guerra. Salazar queria salvar o seu regime fascista”, afirmou, acrescentando que o regime aguentou-se após o fim da guerra e refinou os seus métodos de perseguição aos democratas e amantes da liberdade prendendo-os e torturando-os no campo de concentração do Tarrafal e nas cadeias do Aljube, Caxias e Peniche. Lembrando que 70 anos depois as vítimas e os carrascos mudam mas a brutalidade humana continua, a oradora garantiu que “o futuro pertence, não aos que oprimem e exploram, mas aos que resistem e lutam em prol da emancipação da Humanidade”. Nesta festa de encerramento actuou ainda o grupo coral feminino “Cantadeiras da Alma Alentejana”.

Intervenção de Marília Vilaverde Cabral

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