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MDM assinala 60º Aniversário da Declaração dos Direitos da Criança no Museu do Aljube

Há 60 anos, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração dos Direitos da Criança, Portugal estava mergulhado num profundo obscurantismo, coartado de liberdades e de democracia, com uma guerra colonial prestes a eclodir.

O MDM, inspirado no livro “ Crianças emergem da sombra” de Maria Luísa Costa Dias, realiza no Museu do Aljube, uma iniciativa no próximo dia 20 de Novembro.

Para assinalar este importante passo no estatuto da Criança e no ano em que se comemora 45 anos da Revolução de Abril, o MDM dá o seu contributo, dando visibilidade à situação das crianças, com enfoque para os filhos de resistentes que abraçaram a vida clandestina para lutar contra o brutal regime fascista que nem as crianças poupou.
Para denunciar um regime que roubou o direito a estas crianças de brincarem com outras crianças, de irem à escola, de crescerem junto dos pais, de poderem falar sem medo.
Para trazer à memória a luta travada por mulheres e homens que deram o melhor de si nesse combate abnegado pelo pão, pela Paz, pela Liberdade e Democracia.
Maria Luísa Costa Dias foi uma dessas muitas mulheres que resistiram e lutaram abnegadamente contra a brutal ditadura fascista.
Entrou em 1951 na clandestinidade, presa várias vezes não desiste de intervir, tendo sido uma das protagonistas no trilhar dos caminhos para a emancipação económica e social e pela igualdade da mulher na sociedade.

Em 1969 integrou a delegação que participou no Congresso Mundial das Mulheres, realizado em Helsínquia.

Pertenceu ao MDM desde a sua criação e em 1974, pouco dias depois do 25 de Abril, representou o Movimento, no Congresso da FDIM- Federação Democrática Internacional de Mulheres.

Em “Crianças emergem da sombra” (livro com ilustrações de Margarida Tengarrinha), os seus contos são inspirados na vida difícil de crianças na clandestinidade e mesmo de algumas que viveram dentro da prisão com suas mães.

Com o 25 de Abril conquistaram-se direitos fundamentais e os meninos, mesmo os que não puderam ser crianças gritaram: O Povo Unido Nunca Mais Será Vencido!

Portugal foi um dos primeiros países a consagrar na Constituição da República de 1976, como direitos fundamentais, a infância e a ratificar a Convenção dos Direitos da Criança, em 1990.

Contudo, muitos compromissos permanecem por cumprir porque os direitos das crianças não são considerados como uma prioridade política, económica, social e cultural.

Muitas das desigualdades económicas e sociais das famílias, da demissão das responsabilidades por parte do estado na protecção social, saúde, educação e habitação, têm graves consequências na vida das crianças.

No Portugal de hoje, é preciso que os direitos da Criança sejam plenamente cumpridos na lei e na vida.

Para que não se apague a memória!
As crianças têm direito a ser felizes!

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