EM MOVIMENTO

Interrupção Voluntária da Gravidez – 14 anos após a conquista do direito a optar

Assinalam-se, hoje, 14 anos da aprovação através de um Referendo, da
Interrupção Voluntária da Gravidez – IVG. Desde então, os profissionais de
saúde têm trabalhado com entusiasmo para garantir a abertura e
funcionamento regular de consultas no Serviço Nacional de Saúde – SNS para,
após décadas de luta, garantir esse direito.
Esta importante decisão, teve um valioso significado para a emancipação da
mulher, ligada ao direito de decisão para uma maternidade desejada,
responsável e feliz. Este progresso tem marcado positivamente a vida de
muitas jovens e mulheres.

Mas persistem fragilidades e obstáculos no SNS. Os direitos das mulheres
não podem esperar!

Não há desculpa! O SNS tem de estar mais preparado

O Movimento Democrático de Mulheres continua empenhado na defesa de um SNS
mais robusto, com reforço no investimento, com mais e mais valorizados
profissionais, com melhores cuidados de saúde primários, na defesa da
garantia da universalidade do direito à saúde sexual e reprodutiva, do integral
cumprimento da lei da IVG para todas as mulheres.

Exigimos:

– Aumento do número de consultas abertas nas unidades hospitalares;

– Realização nos centros de saúde da IVG medicamentosa e mais equipes
multidisciplinares na saúde mental

– Formação dos novos médicos especialistas, sensibilização para a
importância do direito à IVG, como progresso para a sociedade;

– Melhoria no planeamento familiar e na contracepção com :

– acesso universal e gratuito aos contraceptivos mais modernos e eficazes e
na contracepção de emergência nos centros de saúde, com campanhas de
sensibilização regulares, via on-line para jovens e mais informação
adequada às faixas etárias a partir dos 35 anos;

– acompanhamento anual dos serviços hospitalares às mulheres, após um ano
de uma IVG ;

– campanhas dirigidas às mulheres de nacionalidade estrangeiras e às
camadas mais vulneráveis: adolescentes, mulheres infectadas com vírus
HIV/SIDA, e com deficiência;

– investimento na formação contínua dos técnicos.

-Cumprimento integral da legislação sobre educação sexual, disponibilizando
os meios necessários às escolas públicas e aos centros de saúde.

Assegurar a confiança, segurança e privacidade para todas as mulheres e
jovens que decidam recorrer a uma IVG.

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