EM MOVIMENTO

Encerramento noturno do Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital Amadora – Sintra. MDM solicita reunião urgente ao Conselho de Administração do Hospital.

O Movimento Democrático de Mulheres – MDM manifesta profunda preocupação pela decisão de encerramento, a partir de ontem, dia 21 de setembro, no período noturno, do Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia, “dada a escassez de recursos humanos que possam assegurar um eficaz atendimento às grávidas”.

Esta situação é tanto mais preocupante porque não só é já recorrente, mas também porque essa unidade hospitalar serve dois dos maiores concelhos de Portugal, com uma população muito jovem e onde se realizam relevantes serviços de saúde às mulheres e um significativo número de partos diários.

Salientamos que no atual contexto de pandemia, o fecho desse serviço de urgência vai sobrecarregar ainda mais os serviços de outros hospitais, como são o caso dos Serviços de Urgência, em Lisboa, do Hospital de Santa Maria, da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, do Hospital São Francisco Xavier e ainda do Hospital de Cascais, que como se sabe já enfrentam diversos obstáculos no seu normal funcionamento, com falta de camas e de recursos humanos.

Em Portugal, tem-se verificado uma acentuada melhoria na saúde materna e obstétrica, e saúde infantil, resultante da própria Constituição da República Portuguesa consagrar a universalidade do direito à saúde, e em especial o seu artigo 68, assegurar que a maternidade e a paternidade constituem valores sociais eminentes, que as mulheres têm direito a especial proteção durante a gravidez e após o parto, a que o SNS tem vindo a dar corpo.

Não queremos que os progressos alcançados sofram um revés e que as mulheres sejam discriminadas ao não terem acesso em igualdade e equidade, designadamente à proteção durante a gravidez e após o parto.

O MDM sendo uma ONG que tem tido uma linha de intervenção constante e diversificada na defesa da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, mantém a vontade de continuar a apresentar propostas que contribuam para a solução dos problemas que limitam o exercício pleno dos direitos que a própria Organização Mundial de Saúde reconhece.

O Hospital Amadora-Sintra também tornou público no comunicado já referido que “continua, em articulação estreita com o Ministério da Saúde e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a trabalhar para encontrar soluções adequadas e concretizáveis no mais curto espaço de tempo possível, de modo a minimizar os constrangimentos que esta situação possa vir a causar” e, por isso o MDM tomou a iniciativa de solicitar uma reunião com carácter de urgência para obtenção de informação objetiva sobre esta problemática

O Movimento Democrático de Mulheres

 

wb_gestao2Encerramento noturno do Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital Amadora – Sintra. MDM solicita reunião urgente ao Conselho de Administração do Hospital.

Related Posts