EM MOVIMENTO

ALEITAMENTO MATERNO – pela saúde da criança e da mulher

Assinala-se, desde 1990, a Semana Mundial do Aleitamento Materno entre os dias 1 e 7 de Agosto, com o objectivo de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno, compromisso assumido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Unicef.

 

A OMS estima que a tendência para a universalidade da amamentação poderia salvar mais de 800.000 vidas a cada ano, podendo evitar 20.000 mortes maternas devido ao cancro de mama. O aleitamento materno promove a saúde das crianças e das mães, razão para que os governos criem condições de acesso à saúde materno-infantil com políticas públicas favorecendo o aumento do aleitamento materno.

Num mundo em que se agravam as desigualdades sociais e a pobreza entre as mulheres, e sem qualquer respeito pelos mais elementares Direitos Humanos, tudo é passível de ser mercantilizado até o leite humano. Este negócio sórdido do leite materno transformou as mulheres pobres em produtoras exclusivas dessa “comida saudável”, como forma de sobrevivência.

Os direitos conquistados com o 25 de Abril, a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a consagração de importantes direitos laborais para as mulheres e de protecção da maternidade, permitiram alcançar progressos significativos na saúde materno-infantil. Mas nos últimos anos temos assistido a retrocessos e a atropelos graves aos direitos de maternidade e paternidade por parte das empresas, com processos de coacção, penalização, discriminação e não renovação de contratos de trabalho.

As crianças têm direito ao aleitamento materno e as mães a amamentar os seus filhos. A mulher tem direito de opção, deve ser uma escolha informada, livre e esclarecida

O MDM exige que se cumpram e se reforcem os direitos das crianças e os direitos de maternidade/paternidade, e que se tomem medidas concretas de investimento no SNS para garantir a resposta às necessidades da saúde materna e infantil:

– Alargar a licença de maternidade até os 180 dias, pagos a 100%, para garantir o aleitamento materno exclusivo até aos seis meses de idade, considerando os benefícios de saúde daí decorrentes para as crianças e para as mães, de acordo com as recomendações da Unicef e OMS.

– Melhorar os cuidados primários com médicos e enfermeiros de família para todos os utentes e com acesso a algumas especialidades médicas.

– Projectar a abertura de mais Maternidades e de Serviços de Cuidados Intensivos Neonatais, com reforço de profissionais de saúde.

– Dotar os organismos competentes do Estado, designadamente CITE e ACT, dos meios e recursos necessários, para de forma articulada, exercerem o papel de fiscalização com punição das empresas infractoras.

Direcção Nacional do MDM

wb_gestao2ALEITAMENTO MATERNO – pela saúde da criança e da mulher

Related Posts