15 de Março de 2017

Plataforma Lisboa em Defesa do SNS recebida pela Administração do Centro Hospitalar Lisboa Central

A Plataforma Lisboa em Defesa do SNS, que o MDM integra, realizou ontem, dia 14 de Março, uma acção de sensibilização à porta do Hospital de S. José, junto dos trabalhadores, moradores e comerciantes. Esta acção teve como objectivo denunciar o desmantelamento de que estão a ser alvo os Hospitais que constituem o Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC), através da diminuição da capacidade instalada.  O impacto destas medidas tem repercussões que podem ser graves tanto para os trabalhadores como para utentes e população e que põem em causa a resposta do Serviço Nacional de Saúde não só ao nível  da região de Lisboa, pois o CHLC como Hospital Central, tem uma cobertura que se estende por boa parte da região ao sul do Tejo até às Ilhas, nalgumas especialidades, ou indo mesmo, nalguns casos concretos, até ao plano nacional.

Entretanto, à tarde, a Plataforma foi recebida pela Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC), a quem foi colocado um conjunto de preocupações, nomeadamente qual o futuro dos hospitais que constituem o CHLC (Hospital de São José, Santa Marta, Capuchos, Curry Cabral, Dona Estefânia e a Maternidade Alfredo da Costa); que respostas vão ser dadas aos trabalhadores; porque é que estão a concentrar as cirurgias no hospital Curry Cabral e quais os prejuízos, nomeadamente para o Hospital dos Capuchos, que já transferiu alguns serviços e valências; o problema redução de camas e as consequências para os utentes, particularmente para as cirurgias; ou que medidas estão estão a ser tomadas para fazer face à saída de profissionais, uma vez que não podemos esquecer que o Hospital de São José é uma escola de referência que tem contribuído para o sucesso do Serviço Nacional de Saúde.

A Presidente do Conselho de Administração não quis discutir orientações políticas mas confirmou a decisão da venda de quatro hospitais da Colina de Santana, colocando a hipótese de São José se tornar um hospital de proximidade, sem respostas diferenciadas e com cerca de 250 camas. O Hospital Dona Estefânia não foi vendido e será uma resposta para associações de apoio às crianças e para cuidadores.

A Plataforma Lisboa em Defesa do SNS ficou de levar a informação aos trabalhadores e vai continuar com o esclarecimento junto da população.

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