EM MOVIMENTO

Petição em defesa da dignidade das mulheres

O MDM – Movimento Democrático de Mulheres, a Associação “O Ninho” e a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres lançaram uma petição à Assembleia Municipal de Lisboa na sequência do anúncio e da confirmação de que a CML está a promover a criação de uma “Plataforma Local de intervenção da área do trabalho sexual”, e iniciaram um conjunto de diligências a fim de apurar o objecto de tal plataforma.

Até à data, as respostas obtidas reforçam as preocupações destas organizações em torno de um plano que, na sua opinião, visa a consolidação de uma estratégia de legitimação da prostituição como um trabalho, transformando o crime de proxenetismo num negócio legal e autorizando o comportamento dos prostituidores, abrindo o caminho para a alteração do enquadramento legal da prostituição no nosso país no sentido da sua regulamentação.

Considerando que a prostituição é uma forma de violência contra as pessoas prostituídas, em particular contra mulheres e crianças. É um grave problema social, uma forma de exploração que subverte o estatuto social e os direitos de todas as mulheres;

Considerando ainda que o nosso País rege-se pelo princípio do respeito pela dignidade humana definido pela Constituição da República Portuguesa, que obriga contrariar a normalização da prostituição e a accionar todos os mecanismos para eliminar a exploração da prostituição;

As organizações acima referidas tomaram a iniciativa de requerer a intervenção da Assembleia Municipal de Lisboa para que, no âmbito das suas competências, não aceite a institucionalização desta forma de violência, sobretudo contra as mulheres, rejeite a criação da referida «plataforma»; proponha em alternativa a criação de uma plataforma municipal de intervenção na área da prostituição e outras formas de exploração sexual, e combate ao tráfico de pessoas; decida eliminar a utilização do termo «trabalho sexual» por parte dos órgãos do município, dos serviços e empresas municipais; promova e implemente políticas autárquicas de rejeição à exploração na prostituição e ao tráfico de pessoas, empenhadas no apoio e protecção das suas vítimas, investindo em programas de saída, reinserção social, acesso à habitação, educação e formação profissional, saúde e protecção social.

O vosso apoio a esta iniciativa através da recolha de assinaturas e divulgação da petição é imprescindível. Pedimos que nos enviem até 28 de junho as primeiras subscrições, bastando para tal o preenchimento da folha anexa ou o envio para geral@mdm.org.pt ou emdefesadadignidadedasmulheres@gmail.com  da lista com o nome e a profissão dos subscritores, ou através da assinatura online

PETIÇÃO EM DEFESA DA DIGNIDADE DAS MULHERES

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