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Quanto tempo mais poderá esta mulher esperar por justiça?
A greve de fome de Aminetu Haidar continua até que a deixem voltar para junto de sua família, no seu país. Hoje, cumprem-se 30 dias deste caminho corajoso e difícil que opõe uma mulher, em representação de todo um povo, ao reino de Marrocos, com a conivência do governo de Espanha.
De todo o mundo chovem protestos, indignação, exigências de justiça e de cumprimento elementar do direito internacional. Até agora, os interesses marroquinos no território sarauí, ocupado há 34 anos, falam mais alto que valores ou princípios. A inoperância e o silêncio dos governos da Europa e do mundo, incluindo o de Portugal, mostram que não é só Marrocos que põe os interesses económicos e geo-políticos acima do valor da vida.
Ontem, Fatma Mehdi, a Presidente da União Nacional de Mulheres Sarauís, agradeceu ao MDM e à Federação Democrática Internacional de Mulheres a solidariedade com Aminetou, abraçando-nos “desde el Aeropuerto de Lanzarote, un lugar en el mundo para la esperanza.”.
O Movimento Democrático de Mulheres reitera a sua solidariedade com Aminetou Haidar, demonstrada no apelo divulgado no passado mês, e com todas as mulheres sarauís, e exige o seu regresso imediato ao seu país e o cumprimento das resoluções da ONU no reconhecimento da República Democrática do Sahara Ocidental.
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