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Aminetu resiste é certo! Mas importa agir pelo seu regresso quanto antes, na defesa da sua vida criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
27-Nov-2009
No passado dia 13 de Novembro, quando Aminetu Haidar regressava ao Sahara Ocidental ocupado por Marrocos, depois de receber mais um prémio de direitos humanos nos EUA, foi presa no aeroporto de Aiún e expulsa do país. Aminetu encontra-se em greve de fome desde o dia 15 de Novembro no aeroporto de Lanzarote, exigindo regressar ao seu país e à sua casa.
 
 
 
 
Apelo do MDM às autoridades e às mulheres portuguesas
Façamos eco deste apelo

Aminetu Haidar está em greve da fome no aeroporto de Lanzarote para que a deixem ir para junto de sua família e para regressar à sua terra natal.

Trata-se de uma mulher do Sahara Ocidental, que já esteve presa e foi torturada pelas forças ocupantes marroquinas, que recebeu inúmeros prémios internacionais pela defesa intransigente dos direitos humanos dos sarauís, uma mulher que não vacila nem se detém perante a ameaça constante de silenciamento e opressão contra si, a sua família ou o seu povo.

No passado dia 13 de Novembro, quando Aminetu regressava ao Sahara Ocidental ocupado por Marrocos, depois de receber mais um prémio de direitos humanos nos EUA, foi presa no aeroporto de Aiún e, depois de muitas horas de interrogatório, foi expulsa do país, forçada a entrar num avião em direcção às Ilhas Canárias, privada do seu passaporte, afastada dos seus filhos. Tendo sido retirada contra a sua vontade do avião, no aeroporto de Lanzarote, Aminetu encontra-se em greve de fome desde o dia 15 de Novembro, exigindo regressar ao seu país e à sua casa. Não aceita o exílio forçado num país que não escolheu e manter-se-à em greve de fome até poder regressar ao seu país.

A situação de Aminetu Haidar não é um caso isolado. Insere-se num aprofundamento da repressão e da perseguição de Marrocos contra o povo sarauí, nos territórios ocupados. A detenção de mais 7 destacados activistas dos direitos humanos no passado dia 8 de Outubro, que estão à beira de enfrentar o Tribunal Militar e a pena capital, e as repetidas prisões de Sultana Jaya, uma jovem activista sarauí que esteve em Portugal em 2008, são exemplificativas das intenções genocidas e da forma terminal como Marrocos pretende resolver um conflito que se arrasta há 34 anos.

De todo o mundo surgem apoios a Aminetu e exigências de que sejam cumpridos os direitos humanos e os direitos inalienáveis do povo sarauí. Em declarações à comunicação social, Aminetu afirmou: “os meus filhos pedem-me que pare com a greve mas prefiro que eles conservem a dignidade mesmo que fiquem sem mãe”, reforçando o carácter determinado do protesto que assume. A sua vida encontra-se em perigo e, apesar de todas as pressões internacionais, nem o governo de Espanha nem o governo de Marrocos acedem à mais elementar solução: o regresso de uma cidadã ao seu país.

De Portugal, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) coloca-se ao lado de Aminetu Haidar, exigindo a devolução dos seus documentos e o regresso imediato ao seu país, sem condições ou restrições por parte de Marrocos. O MDM está com Aminetu, como sempre esteve solidário com as mulheres sarauís e a sua organização, a União Nacional de Mulheres Sarauís, na defesa de um Sahara livre e independente.

Hoje, para Aminetu Haidar, importa a liberdade e agir quanto antes.  A Direcção do MDM apela a que sejam observadas as resoluções da ONU no reconhecimento da República Democrática do Sahara Ocidental e apela às autoridades de Espanha e Marrocos para garantirem a esta mulher que, por patriotismo, está pondo a sua vida em risco, o seu direito à vida, o seu direito à  indignação, o seu direito a lutar por uma vida soberana na sua terra, o direito de regressar para junto da sua família.

A Direcção Nacional do MDM
 
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