EM MOVIMENTO

Contra a pena de morte, justiça para Noura

Da Presidência da FDIM recebemos a seguinte nota de repúdio pela pena de morte a que está sentenciada a sudanesa NOURA HUSSEIN:

“Em resposta ao pedido de solidariedade enviado pelo Centro Regional Árabe da Federação Internacional de Mulheres Democráticas (FDIM), em relação à injusta sentença de morte contra Nora Hussein, matando o homem que a estuprou.

Nós manifestamos:

Além de ser estuprada, Noura Hussein também foi vítima de casamento infantil forçado e humilhação, já que o homem que a estuprou se tornou seu marido aos 16 anos de idade.

Num ato de autodefesa, Noura tirou a vida de seu agressor e agora foi condenada à morte por esse crime.

Rejeitamos todas as formas de violência e morte perpetradas por qualquer parte, ressaltamos que, no caso de Noura, seu acto ocorreu no contexto da autodefesa, que nas leis de todos os Estados tem interpretações adicionais que mitigarão a condenação

Expressamos a nossa profunda preocupação com a deterioração da situação dos direitos das mulheres no país irmão do Sudão, onde estão sendo humilhadas, espancadas e estupradas devido à ausência de uma lei justa e à força da cultura machista que se expressa nas mentes e leis limitadas “que se tornaram como espadas dirigidas contra os pescoços das mulheres” (Declaração do Centro Regional Árabe, em solidariedade com Noura Hussein).

Levantamos a nossa bandeira de solidariedade em favor da vida de Noura Hussein, pedimos a todas as instâncias da FDIM para estender as declarações de apoio na condenação da execução da pena de morte contra Noura”.

O MDM associa-se a esta denúncia e apela a uma intervenção urgente que salve esta mulher da pena de morte, quando submetida a casamento forçado precoce e vítima de violências e maus tratos continuados, agiu num acto de desespero em sua própria defesa. Num mundo onde aumentam diariamente as violências sobre as mulheres, mortas às mãos de maridos impiedosos, há muitas Nouras que não têm a lei do seu lado e são condenadas. O MDM junta a sua voz à voz da FDIM e da Organização das Mulheres do Sudão pois nada justifica a pena de morte e porque somos todas NOURA apelamos à liberdade desta mulher cuja vida corre perigo.

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